Fora dos motores de pesquisa, até dizer o contrário
Todos os sites que publica começam como não listados. Qualquer pessoa a quem envie o link pode abri-lo, e cada ficheiro que o site serve diz aos motores de pesquisa que não o indexem. «Público» é a única opção que permite encontrar um site, e um site só é público quando alguém a escolheu.
Fora dos motores de pesquisa, por predefinição
Um site novo começa não listado, chegue como chegar: colado, carregado, uma pasta, um PDF, vindo do Claude ou do ChatGPT, da API, ou publicado sem conta. Um site criado no separador Descrever começa privado, porque ainda não o viu. Num espaço de trabalho do plano Team, um site começa como os administradores do espaço escolheram: só a equipa, enquanto não mudarem essa escolha.
Todas as respostas de um site que não é público levam este cabeçalho:
x-robots-tag: noindex, nofollowUm cabeçalho, e não uma tag dentro da página, porque o cabeçalho vai com todos os ficheiros: as páginas, e também os PDFs e as imagens, que não têm onde pôr uma tag. A página do site no solta.now diz o mesmo numa meta tag robots. Pode confirmá-lo em qualquer site seu com curl -I e o link do site.
Também nada aponta para um site não listado. Não aparece no seu perfil, não está em nenhum sitemap, e nenhuma página do Solta tem um link para ele. Os motores de pesquisa que seguem a norma, entre eles o Google e o Bing, deixam estas páginas fora dos resultados.
Mas não listado não quer dizer secreto. Quem tiver o link pode abri-lo e passá-lo a outras pessoas. Para que um site fique só entre certas pessoas, ponha-lhe uma porta à frente.
Quem pode abrir um site
- Público
- Qualquer pessoa. Os motores de pesquisa podem indexá-lo, e pode aparecer no seu perfil. Em todos os planos.
- Não listado
- Qualquer pessoa com o link, e pede-se aos motores de pesquisa que não o indexem. É assim que começam os sites novos. Em todos os planos.
- Privado
- Só o próprio e quem o pode editar ou aprovar. Em todos os planos.
- Com palavra-passe
- Uma palavra-passe antes de qualquer coisa carregar. 1 site de cada vez no Free, 5 no Plus e os que quiser no Pro e no Team.
- Convidados
- Só os endereços que convidar. Cada um confirma por e-mail uma vez, sem conta. Nos planos Pro e Team.
- Só a sua equipa
- Todas as pessoas do seu espaço de trabalho, e mais ninguém. No plano Team.
Nos planos Pro e Team, um site público ou não listado também pode pedir um e-mail antes de abrir, e confirmá-lo com um código de uso único. Pode mudar quem abre um site a qualquer momento, nas definições do site. Mais sobre cada uma.
Palavras-passe e as outras portas
A palavra-passe de um site é guardada como um hash scrypt, com um salt aleatório só seu, e verificada em tempo constante. Não a conseguimos ler. Quando um site deixa de ter palavra-passe, o hash é apagado, por isso, para lhe voltar a pôr palavra-passe, é preciso uma nova.
A verificação acontece antes de o site enviar seja o que for: nenhuma página, nenhum ficheiro, nenhum PDF. Um visitante sem passe é encaminhado para o solta.now, onde escreve a palavra-passe, e nunca para uma página que corre o código do próprio site. Depois de dez tentativas num minuto, a seguinte tem de esperar.
A palavra-passe certa dá um passe só para esse site, assinado pelo Solta, num cookie que os scripts do site não conseguem ler, durante 12 horas. O passe de um site não abre nenhum outro. Os sites com convidados funcionam da mesma forma depois de confirmado o e-mail, e os privados e os da equipa depois de iniciada a sessão no Solta.
Um site atrás de uma porta, seja ela qual for, não pode ser posto num iframe noutro website. A porta precisa de uma página própria.
Dois domínios, de propósito
O produto está no solta.now. Os sites publicados estão no solta.site, e cada site tem lá o seu próprio subdomínio, ou um domínio seu.
Não é uma questão de estética. Um site publicado é código que outra pessoa escreveu, a correr no seu browser. Numa origem própria, o site não consegue ler a sua sessão no Solta, nem o armazenamento de outro site, nem fazer-se passar por si. Quem o impõe é o browser, não somos nós.
Os campos de palavra-passe dos sites atrás de uma porta estão sempre no solta.now, nunca na origem que serve o JavaScript de outra pessoa.
O que um site publicado pode fazer
Todos os sites são servidos com uma política de segurança de conteúdo (Content Security Policy). Os scripts só carregam a partir do próprio site, do Solta, do esm.sh e dos servidores de bibliotecas cdnjs, jsDelivr, unpkg, Tailwind e jQuery; nos planos Plus, Pro e Team, também de uma lista fechada de serviços de estatísticas e de chat. Um site aberto pode ser posto num iframe em qualquer website, ou só nos domínios que o dono indicar.
O Solta serve ficheiros estáticos. Não há nenhum servidor a correr o seu código, o que elimina toda uma categoria de problemas: não há shell, nem sistema de ficheiros, nem credenciais para roubar.
Antes de qualquer coisa ser servida
Cada versão é verificada antes de ficar online: à procura de segredos deixados no ficheiro por engano, de sites que recolhem credenciais, de mineradores de criptomoedas e de código ofuscado. O que as verificações não conseguem decidir fica para uma pessoa decidir, em vez de passar.
Se colar uma chave de API, recusamos o ficheiro e dizemos-lhe onde ela está. Preferimos ser incómodos a publicá-la.
Estatísticas sem cookies
As estatísticas de um site não definem cookies e não guardam nada sobre nenhum visitante em particular. Para saber se são um visitante ou dois, fazemos um hash do endereço IP e do browser de quem visita com um segredo que muda todos os dias, guardamos esse hash em memória até o dia acabar, e registamos apenas os totais: tantos de Portugal, tantos em telemóveis, nunca os dois juntos.
Os números são guardados em todos os planos. No Free, vê os últimos 7 dias; no Plus, os últimos 90; no Pro, o último ano; no Team, tudo. Por isso, subir de plano mostra logo o passado, e descer esconde-o em vez de o apagar. O que é contado.
Denúncias e remoções
Cada site tem, na página dele no Solta, um botão para o denunciar, e qualquer pessoa pode denunciar qualquer endereço em solta.now/report, sem conta. Todas as denúncias são lidas por uma pessoa, e procuramos decidir no prazo de 24 horas. Quando retiramos alguma coisa, dizemos porquê a quem a publicou e a quem a denunciou, e qualquer um dos dois pode pedir-nos que voltemos a analisar o caso.
Os administradores do Solta podem abrir qualquer site, incluindo os privados e os que têm palavra-passe, para verificar uma denúncia ou uma decisão de moderação. Podem lê-lo, mas não alterá-lo, e sempre que abrem um, registamos quem o fez e quando.
Pode pôr um site seu offline num só passo, nas definições do site. A partir daí, todos os endereços que ele tem mostram uma página simples, «Este site está offline», até o voltar a pôr online. Quantas denúncias recebemos e o que fizemos está no relatório de transparência.
As aplicações que liga
O Claude, o ChatGPT ou um script seu podem publicar em seu nome. Seja qual for o caminho, chegam à mesma API pública que usaria — não há uma entrada à parte para agentes na sua conta, por isso uma aplicação não pode mexer em nada em que não pudesse mexer pessoalmente.
Um conector passa pelo processo normal de autorização: regista-se, nós pedimos-lhe a si que inicie sessão aqui, e vê o que ele pede antes de aceitar. O acesso dura 60 minutos. O token de atualização que vem com ele é substituído por um novo a cada utilização, é anulado se alguma vez for apresentado duas vezes — sinal de que outra pessoa tem uma cópia —, é anulado ao fim de 30 dias sem uso, e acaba 90 dias depois de ter começado, por mais que tenha sido usado.
As chaves de API são para scripts: são mostradas uma vez e guardadas como hash, por isso uma fuga da nossa base de dados não dá uma lista de chaves que funcionem. Nem uma chave nem um conector podem agir como alguém da equipa do Solta, porque remover o site de alguém é algo pelo qual uma pessoa tem de responder.
Tudo o que ligou aparece nas suas definições, com a data em que foi usado pela última vez, e desligar tem efeito imediato — em todos os tokens que essa aplicação tem, não só no próximo.
Onde estão os seus dados
- Servidores e bases de dados na Alemanha.
- Ficheiros publicados sob jurisdição da UE.
- Cópias de segurança todas as noites, guardadas durante 30 dias. Uma vez por semana, a mais recente é restaurada numa base de dados temporária e verificada.
- As visitas às páginas do próprio solta.now são contadas pelo DataFast, fora da UE, e só com consentimento. O DataFast nunca corre nos sites que publica.
A lista completa de quem mais trata os seus dados está na página dos subcontratantes, e avisamos 30 dias antes de ela mudar.
O que não fazemos
- Não vendemos o que publica, nem mais nada, a ninguém.
- Não usamos o que publica para treinar modelos de IA.
- Não mostramos publicidade, e não seguimos ninguém de um site para outro.
- Não apagamos as estatísticas de um site para forçar uma subida de plano.
Cada um destes pontos está escrito nos Termos ou na política de privacidade, onde nos vincula.
Perguntas
O meu site vai aparecer no Google?
Não, a não ser que o torne público. Todos os outros sites são servidos com X-Robots-Tag: noindex, nofollow em todos os ficheiros, e nenhuma página do Solta tem um link para eles. Os motores de pesquisa que seguem a norma, entre eles o Google e o Bing, deixam estas páginas fora dos resultados.
O Solta consegue ler a palavra-passe do meu site?
Não. Só guardamos um hash scrypt dela, por isso também não lhe conseguimos dizer uma que tenha esquecido: define uma nova. Os administradores do Solta podem abrir qualquer site, incluindo os que têm palavra-passe, para verificar uma denúncia ou uma decisão de moderação. Podem lê-lo, mas não alterá-lo, e sempre que o fazem registamos quem e quando.
Usam o que publico para treinar IA?
Não. Os nossos Termos dizem que não usamos o que publica para treinar modelos de IA. Quando um modelo chega a vê-lo, porque usou o separador Descrever ou porque as nossas verificações não conseguiram decidir sobre uma versão, é um modelo da Anthropic, na conta do próprio Solta, e a Anthropic não o usa para treinar modelos.
Vendem dados, ou os endereços de e-mail que os visitantes deixam?
Não. Não vendemos nada a ninguém. Um endereço que um visitante deixa à porta de um site é guardado para o dono desse site, para quem atuamos como subcontratante, e não serve para mais nada.
Onde está alojado o Solta?
Os servidores e as bases de dados estão na Hetzner, na Alemanha, e os ficheiros publicados na Cloudflare, sob jurisdição da UE. Os poucos serviços fora da UE estão identificados na página dos subcontratantes, com o que cada um vê.
Têm SOC 2 ou ISO 27001?
Não. O Solta é uma equipa pequena e não tem um relatório de auditoria próprio. Esta página, a política de privacidade e a lista de subcontratantes dizem o que fazemos, e mudamo-las quando isso muda.
Quem pode comentar num site?
Ninguém, até o dono ligar os comentários. A partir daí, pode comentar quem pode abrir o site. Quem não tem conta deixa um endereço de e-mail com o comentário: o dono vê-o, os outros que comentam não.
Tornei um site público por engano. E agora?
Volte a torná-lo não listado, nas definições do site. O cabeçalho noindex volta a estar em todos os ficheiros, e um motor de pesquisa retira a página da próxima vez que a ler.
Avisar-nos de um problema
Escreva para security@solta.now. Respondemos no prazo de dois dias úteis, não lhe faremos ameaças e damos-lhe o crédito, a não ser que prefira que não o façamos.
Por favor, não teste os sites de outras pessoas. Publique um site seu e faça os testes nele — passa pelo mesmo código.
O Solta é uma equipa pequena. Esta página diz o que é verdade hoje, e não o que impressiona; quando alguma coisa muda, muda aqui.

